"Para fazer aventuras você precisa consumir aventuras"!
Esta cristalina verdade, proferida por um grande amigo meu que também é ligado às aventuras e desafios, resume a necessidade de conhecer o que já foi feito por outros aventureiros, como eles tiveram as ideias para construir os projetos, quais soluções foram adotadas nas grandes enrascadas e como funcionou a cabeça deles durante os reais perigos.
Baseado neste pensamento, decidi dar uma pequena contribuição, indicando a literatura básica para quem está querendo se enveredar por esses caminhos.
Delicie-se!!!!
A primeira grande aventura de Amyr Klink foi sua travessia do Atlântico Sul em um barco a remo, onde ocorreram mil e uma situações inesperadas, algumas de perigo, outras engraçadas.
Neste livro ele conta desde a fase de concepção do projeto até sua chegada em Salvador, na Bahia, após cem dias de extremo esforço físico e solidão. Na verdade, nem tanta solidão assim, já que ele fez uma grande amizade no meio do oceano. Ficou curioso? Leia, então, este incrível relato e mate a curiosidade!
Lembro que eu li a primeira edição (há uns vinte anos!) em um fôlego só. Tenho certeza que acontecerá o mesmo com você!
Há mais de meio século, os especialistas riram do plano de Heyerdahl de cruzar o Pacífico em uma balsa similar às utilizadas pelos Mochicas, antiga civilização peruana. Porém, depois de 101 dias e 8.000 Km, Heyerdahl e sua equipe demonstraram que era perfeitamente possível chegar à Polinésia de balsa a partir do Peru, comprovando com isso suas teorias sobre migrações humanas.
A jangada de madeira Kon-Tiki foi feita de pau-de-balsa (madeira típica do Equador e mais leve que a cortiça) e totora (planta típica dos Andes), sendo construída como uma cópia de uma embarcação sul americana pré-histórica. Com nove troncos de árvores cortadas no Equador, um grupo de seis homens partiu com a jangada de Callao, no Peru, e chegou na ilha de Raroia, na Polinésia. O objetivo principal da viagem da Kon-Tiki foi apoiar suas teorias de que as ilhas da Polinésia foram colonizadas por exploradores do período pré-incaico da América do Sul. A teoria prevalecente e aceita é de que essa região foi colonizada pelo sudeste da Ásia.
Heyerdahl concebeu sua teoria durante o ano em que passou na ilha de Fatuhiva, nas ilhas Marquesas do Pacífico. Nesta época ele observou que as figuras de pedra do deus polinésio Tiki eram "notavelmente parecidas aos monólitos que deixaram as civilizações extintas da América do Sul".
Desta vez, meu amigo Airton Ortiz trocou as alturas pelas altas latitudes e viajou até o gelado Alasca. Combinando aventuras com observações e pesquisas sobre a história e os costumes da região, divide conosco uma nova e inesquecível viagem em busca do contato com a natureza, as pessoas e as paisagens de uma das regiões mais selvagens da Terra.
Vá até o armário e pegue aquele casaco grosso, antes de começar a ler!
Meu amigo Airton Ortiz, que já dividiu com a gente suas experiências no Tibete, Alasca, África, Índia e Nepal, agora nos leva de barco em uma inesquecível travessia do continente, de oceano a oceano, pelos rios amazônicos.
Não esqueça de tomar sua vacina contra febre-amarela antes de começar esta leitura instigante!
O brasileiro Waldemar Niclevicz, primeiro (junto com o saudoso e inigualável Mozart Catão) a subir o Everest levando
as cores verde e amarelo, apresenta o relato de um sonho: a escalada da segunda maior montanha do mundo, também
conhecida como A Montanha das Montanhas, Montanha da Morte ou, simplesmente, K2.
Uma aventura que só chegou ao seu final na terceira tentativa.
Um relato eletrizante!
A partir de correspondências, diários, registros avulsos, desenhos e pinturas, feitos pelo naturalista Charles Darwin e outros viajantes do HMS Beagle, Richard Keynes – bisneto de Darwin – acompanha aquela que talvez seja a mais importante aventura científica da era moderna, nos transportando para uma viagem que começou em 1831, durou cinco anos e representou uma grande virada na história da ciência.
Em um relato emocionante, Keynes narra a descoberta de fósseis pré-históricos, a descrição de animais e plantas nunca antes vistos, o encontro com povos ainda mal conhecidos e a formação, na mente genial de Darwin, da teoria da evolução das espécies e sua adaptação aos ambientes naturais.
O mínimo que posso dizer é: interessantíssimo!!!
A jornalista Caroline Alexander pesquisou e escreveu sobre a terceira expedição de Ernest Shackleton à Antártida.
A bordo do navio Endurance, o explorador partiu em 1914 com uma tripulação de 27 homens para o continente gelado. Eles queriam ser os primeiros a percorrer a Antártica a pé. A tentativa fracassou quando o Endurance foi destroçado pelo gelo. Depois de perambular meses e meses por regiões inexploradas, toda a tripulação regressou sã e salva à terra firme!
As imagens de Frank Hurley, fotógrafo da expedição, revivem essa história extraordinária de resistência, liderança e um forte trabalho de equipe!
Muitos livros já foram escritos sobre as expedições inglesa e norueguesa que disputaram a primazia de chegar ao Pólo Sul. Neste livro magnificamente escrito, o jornalista Roland Huntford, baseando-se nos diários dos dois comandantes rivais - Amundsen e Scott -, cartas pessoais, relatos e depoimentos inéditos, mostra que o capitão Scott fracassou na expedição devido à sua falta de preparo e, principalmente, sua arrogância.
Este é um rigoroso trabalho historiográfico que se lê como um empolgante relato de aventura!
Neste diário de bordo, Amyr Klink conta mais uma de suas incríveis aventuras: navegar solitário até a Antártica e deixar seu barco ficar congelado, preso por todo o inverno (que dura nove meses por lá!).
De quebra, depois de esperar o descongelamento, Amyr ainda decide dar um “pulinho” no Círculo Polar Ártico antes de voltar para casa...
É desnecessário dizer que todos precisam ler este livro!
Um relato empolgante das primeiras viagens feitas para a Antártica, quando sua existência ainda era uma incógnita.
Alan Gurney mostra desde a primeira tentativa de chegar ao continente gelado, feita por James Cook em 1768, até as expedições que foram dizimadas pelo escorbuto ou pelas muralhas de iceberg.
Este conhecimento histórico é fundamental para o pretendente a aventureiro!
Em junho de 1985, Joe Simpson e seu parceiro de escaladas, Simon Yates, chegam ao cume do Siula Grande, a 6.300 metros de altitude, nos Andes peruanos. A face oeste da montanha nunca havia sido conquistada. Logo depois da façanha, porém, os dois se assustam ao ver que a rota da volta é muito mais perigosa e traiçoeira do que haviam imaginado!
Durante a descida Joe fratura a perna e começa então uma das sagas mais impressionantes de que se tem notícia na história do montanhismo. Tentando continuar seu retorno com o auxílio do parceiro, em meio à tormenta, Joe acaba pendurado pela corda sobre uma parede negativa, sem qualquer possibilidade de que Simon o pudesse resgatar. Após algumas horas de suplício mental, Yates acaba tomando a difícil decisão de cortar a corda para que pudesse se salvar. Joe despenca 40 metros e acaba no interior de uma colossal greta de gelo.
Juntando toda a sua força de vontade e atingindo os limites extremos da solidão humana, Joe Simpson se arrasta durante dias, olhando a morte nos olhos, pelos mais de 20 quilômetros de glaciar, submetido a uma grande dor, cansaço e desidratação, chegando de volta ao acampamento onde Simon e outro companheiro se preparavam para partir, certos de que ele morrera.
Aventura eletrizante!
Como eu venho prevendo há anos em meus artigos, a corrida em trilha é uma paixão que veio para ficar! Atualmente, centenas de milhares de brasileiros estão ficando "viciados" nesta atividade.
Porém, como todas as atividades ligadas à natureza, o conhecimento e a informação são fundamentais. Caso contrário, o que deveria ser uma diversão e um lazer, pode ser uma dor-de-cabeça com consequências imprevisíveis: torções de tornozelo, arranhões, quedas etc., etc., etc...
O Guia Completo para Corrida em Trilha, escrito por uma das autoridades mundiais no assunto, Dagny Scott Barrios, é a obra que veio marcar o esporte.
O livro oferece tudo o que corredores dos mais variados níveis necessitam saber para fazer de cada corrida uma experiência inesquecível: escolher os equipamentos e tênis adequados; treinar para corridas de quaisquer distâncias; correr com segurança em florestas e em outros ambientes da natureza; prevenir e tratar lesões.
Além disso, este guia disponibiliza exercícios específicos de fortalecimento muscular, tabelas de treino para diferentes distâncias, além de muitas ferramentas e orientações para treinar de forma inteligente – recursos que certamente te ajudarão a alcançar satisfação máxima e sua melhor performance no esporte.
Se você AINDA não começou a correr em trilhas, CHEGOU A HORA!!!!!
Existem várias rotas para se completar uma volta ao redor do mundo. A circunavegação de Fernão de Magalhães, realizada entre 1519 e 1522, é um ótimo exemplo. O projeto “Latitude Zero”, realizado pelo explorador Mike Horn em 2000, dando a volta no planeta totalmente sobre a linha do equador é outro incrível exemplo (apesar da “navegação” não ter ocorrido somente por via marítima, é verdade!...).
Amyr Klink, porém, planejou e concretizou a circunavegação mais curta possível: a volta em torno da Antártica. O “pequeno” detalhe desta expedição que passa pelos três oceanos é cruzar os trechos mais perigosos de cada um deles!
Como tudo que Amir Klink escreve, este livro também é para ser lido de um só golpe!
Ao seguir as pegadas de nossos ancestrais, com base em vestígios arqueológicos e de informações genéticas das populações atuais, meu amigo aventureiro Airton Ortiz nos leva a uma viagem pela África, Oriente Médio, Ásia, até chegar às Minas Gerais.
Eu fui convidado por Ortiz a participar do trecho africano desta expedição mas, infelizmente, outros compromissos me impossibilitaram de ir. Graças à maneira deliciosa de Ortiz escrever, me senti como se tivesse estado com ele realmente, nesta fantástica viagem de sete milhões de anos!
Neste livro meu amigo Airton Ortiz conta suas aventuras pelas estradas misteriosas e reveladoras da Índia. Desde os tempos que lia os livros de Rudyard Kipling, o criador de Mogli, Ortiz é fascinado pela Índia. Sempre disposto a viver novas aventuras e experiências, este dublê de aventureiro e jornalista, depois de conhecer as grandes capitais do mundo, resolveu viajar para um lugar onde pudesse encontrar uma cultura nativa, uma comida exótica, um tempero diferente.
Segundo Ortiz, além da arquitetura deslumbrante, culinária riquíssima e tradições religiosas milenares, a cultura indiana revela uma surpresa ainda mais emocionante a cada dia. Mesmo diante desta verdadeira overdose de cores, cheiros e sabores, o que mais impressionou meu amigo foi a simplicidade do povo indiano.
Como todos os outros livros de Ortiz, este é imperdível!
Neste livro, Waldemar Niclevicz conta sua experiência bem-sucedida de desafiar a mais alta montanha do mundo. A primeira tentativa brasileira de escalar o Everest foi realizada pela equipe comandada por Thomaz Brandolin, tendo como membros os meus amigos Paulo e Helena Coelho. Esta aventura está contada no livro “Everest: Viagem à Montanha Abençoada”.
A conquista do Everest por brasileiros, porém, aconteceu com a chegada de Mozart Catão e Waldemar Niclevicz em 1995 no topo do mundo. Niclevicz descreve os detalhes técnicos da expedição internacional que subiu a lendária montanha e expõe, sem medos, os sentimentos que o dominaram ao longo dessa extenuante, porém amplamente recompensadora, jornada em busca de seu sonho. Sua biblioteca de aventuras se ressentirá da falta deste incrível relato!
Veja o depoimento da Jussara Rodrigues sobre o meu amigo Airton Ortiz:
"Já viajei com o Airton Ortiz. Faz tempo. Nada de aventura: viagem rápida e a trabalho. Isto é, assim seria se fosse sem o Ortiz. Mas, graças a ele, acabamos fazendo trajetos novos atravessando o México. E, é claro, escalamos pirâmides, visitamos museus, em fugidas de ótima lembrança entre feiras de negócios e encontros de trabalho. De lá pra cá, não tenho viajado aventuras tantas quantas gostaria ao vivo e em cores, mas, graças ao Ortiz, a cada novo livro, libero sem medo meu instinto aventureiro e embarco com ele nas páginas de mais uma "Expedição Ortiz".
E me deixo levar pelo diário (bem-humorado, cuidadoso, didático na medida certa, bem embasado sempre) do jornalista que conta as aventuras do viajante, e constato que permanece o bom gosto na escolha de roteiros e a audácia para enfrentar os desafios, características do meu amigo. Quando fui convidada para viajar mais de perto nesta apresentação do Egito dos Faraós, deu aquela alegria que a gente sente quando arruma as malas para embarcar rumo a um destino há muito desejado, em primeira classe e na janelinha. Egito, com o amigo Ortiz e com direito a leitura em primeira mão! Obrigada, amigo, pela chance de pegar carona na garupa da orelha de mais esta viagem. Se eu fosse vocês, vinha junto. Aqui dentro deste livro tem um Egito cheio de história bem pesquisada, e muitas aventuras bem vividas, bem contadas e bem fotografadas. Boa viagem!"