3a. parte
No meio da tarde chegamos à Praia do Aventureiro. Outro sanduíche e um
chocolate deram-nos gás suficiente para enfrentarmos uma das mais íngremes
subidas do circuito, que nos levou até Provetá. Lá, fomos direto à padaria
e tiramos a barriga da miséria. Até sorvete caseiro teve! Nada mal para um
desafio desses...
Tentando tirar o atraso desta parada voltamos a correr em um ritmo muito bom, mantendo uma velocidade bem razoável até durante as subidas. E finalmente a noite chegou. Estávamos em uma das muitas pequenas vilas de pescadores que existem ao redor da ilha, quando bateu 19:15h e o sol, que já havia se posto há alguns minutos, não conseguiu mais manter sua tênue claridade. De lanterna na cabeça continuamos correndo quando um fortíssimo temporal desabou sobre toda a Ilha Grande.
Às 22:00h, com a intensidade da chuva exatamente
igual aos primeiros minutos, não conseguíamos correr sem escorregarmos nas
íngremes descidas que mais pareciam feitas de sabão molhado. Esta situação
prorrogou-se até 0:30h, quando nos abrigamos na varanda de uma escola local.
Ironicamente, após cerca de quatro horas de um absurdo e ininterrupto temporal,
a chuva praticamente acabou quinze minutos após termos nos abrigado.
De volta à corrida, continuamos sem grandes paradas até chegarmos ao Saco do Céu pouco depois das 5:00h, quando o sol teimava em novamente aparecer. Este lindo trecho do percurso, valorizado pelos primeiros brilhos do sol, foi percorrido intercalando-se corrida e caminhada, pois toda nossa musculatura já dava sinais de um quase completo esgotamento.