4a. parte
Depois deste contratempo
a subida realmente começou a parecer uma subida. Nada mais de descidas e nem de
horizontais para descanso. A inclinação aumentou muito e isto acentuou bastante a
sensação de peso da mochila (lembra das componentes X e Y das aulas de física?).
Finalmente, quando
parecia que só terminaríamos a trilha no céu, ouvimos as abençoadas vozes de Odette e
Scott, nossa equipe de apoio. Pronto! Chegamos! eles estão nos esperando no final da
trilha... Doce ilusão. Receosos pelo desafio inusitado que nos propusemos, sem termos uma
noção precisa de quanto tempo levaríamos para completar esta aventura, eles começaram
a descer a trilha para nos encontrar quando acharam que já estava na hora de
preocuparem-se. Pois bem, a agradável sensação de terminar este pesado desafio, que
havíamos sentido antes da hora, foi adiada por mais 45 intermináveis minutos, quando
finalmente chegamos ao topo da trilha North Kaibab. O cronômetro marcava 9h52 e o
monitor cardíaco
indicava um gasto de 6.800 kcalorias. Estávamos a 2.515m de
altitude e havíamos atravessado 33,6 km de trilhas vendo locais surpreendentemente lindos
e inesquecíveis.
Agora era descansar de mais este desafio e pensar na ideia que Cathy e eu tivemos
durante a descida, sobre uma aventura no Alasca...