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desafio no Grand Canyon

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Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas

3a. parte

30 segundos de descanso... Depois dos primeiros minutos em que tudo são flores (e fotos...), a altitude começou a fazer efeito. Não estamos falando de uma caminhada pela cota 2000, onde qualquer pessoa com um mínimo de preparo físico não percebe o decréscimo de oxigênio no ar. Isto começa a acontecer em torno de 4000m. Mas aqui o assunto era mais sério: correr nesta altitude nem de longe lembrava uma caminhada. A necessidade de oxigênio fez-se presente não na forma de falta de ar, mas no cansaço e dores na musculatura impulsora da perna.

Durante algum tempo foi possível conviver com isto. Porém, quando já havia vencido um bom pedaço mas o que faltava parecia maior ainda, foi humanamente impossível fingir que nada estava acontecendo. A partir deste ponto os trechos de corrida eram intercalados com caminhadas e os pontos de parada para descanso começaram a ficar menos distantes. O que nos ajudava era a temperatura extremamente agradável à sombra.

Último afluente do Rio Colorado a ser cruzado Para piorar o fator psicológico, Cathy levou um altímetro de pulso. A cada 100 metros que vencíamos verticalmente ela comemorava, sem olhar o outro lado da moeda: ainda faltavam muitos outros cem metros a vencer. Quando estávamos a menos de 700m verticais da chegava (o que significavam vários quilômetros a correr!) a trilha deu uma guinada para baixo e não parou mais de descer. Cada metro descido era chorado mais do que quando foi subido, pois significava o dobro de sofrimento. Quando já não entendíamos  mais porque descíamos tanto, apareceu a explicação.

O Rio Colorado e o Grand Canyon O ponto final de nossa travessia não era na face que estávamos subindo, mas na face oposta. A trilha subia a primeira face apenas para contorna-la e em seguida desce-la para pegar uma ponte, suspensa no nada, que levava à outra face. Agora sim, deveríamos subir tudo novamente. Tem que haver muita força psicológica para aturar!...


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