artigos

artigos

artigos

O Atleta Ideal para Corrida de Aventura

O Atleta Ideal para Corrida de Aventura

O Atleta Ideal para Corrida de Aventura

carlos@sposito.com.br

(21) 9850-7351

CSS válido !

publicado em 19/9/00 na minha coluna no site de aventuras 360 Graus

Certa vez, um jornalista perguntou-me qual eu imaginava ser o perfil ideal de um atleta de Corridas de Aventura. Em um primeiro instante eu não soube responder. Apesar de bastante interessado neste esporte, acompanhando o que acontecia no Brasil e no mundo, confesso que nunca havia atentado conscientemente para este ponto. Digo conscientemente porque, creio eu, em algumas situações devo ter comentado: "se ele fosse escalador não teria amarelado naquele rapel!" ou "se ela fosse corredora não teria parado tantas vezes para descansar!" ou ainda "se ele fosse ciclista teria tirado uma grande vantagem naquele single track".

Felizmente a entrevista não era ao vivo, sobrando-me tempo para pensar e responder o e-mail que seria usado em uma matéria alguns dias depois. Na época eu tive certeza da precisão do encadeamento de idéias e da conclusão a que cheguei. Hoje, porém, em todas as competições ocorrem contra-exemplos que enfraquecem, e muito, as "sólidas" bases de minha teoria. Apesar disto, por achar válido levantar uma polêmica, vou descrever minha antiga (e não alterada até agora por pura falta de outra) linha de raciocínio.

Em uma primeira análise, o que chama a atenção ao observarmos uma Corrida de Aventura é a diversidade de atividades esportivas que acontecem. Além dos tradicionais trekking, mountain bike e canoagem, freqüentemente somam-se o rapel e as ascensões verticais, a costeira (cruzar uma falésia em frente ao mar), a natação e o bóia-cross. Periodicamente, quando o ambiente fornece condições, presenciamos competições em que os competidores cavalgam. Alguns diretores de prova mais criativos, com uma percepção aguçada e grande senso de oportunidade, incluem características próprias do local da prova. Lembra-se da corrida de dromedários no início do Eco Challenge e 98? E o mergulho autônomo colocado pioneiramente no Eco Challenge deste ano? A travessia de caverna do EMA 99 também deu o que falar. Pois bem, com toda esta gama de atividades completamente díspares, eu só pude concluir na época que o desportista mais acostumado a trocas de atividades durante uma competição, além do seu próprio treinamento ser diversificado, é o triatleta.

Continuando a análise, todos nós sabemos que o ponto chave do sucesso em uma Corrida de Aventura é a orientação. Eu já vi francos favoritos terminarem em último lugar graças a um pequeno erro de orientação. E quando este erro acontece e a equipe está em meio a uma floresta densa e semi-virgem? Some a isto uma noite com o céu totalmente encoberto e uma chuva que insiste em cair ininterruptamente. Neste momento, os menos acostumados com a vida outdoor choram. Relatos sobre estas experiências durante Corridas de Aventura eu já ouvi alguns. E qual é a atividade que proporciona vivência para estas situações adversas neste meio ambiente? O montanhismo.

Assim, eu terminei minha análise para o jornalista dizendo que o atleta ideal para Corridas de Aventura é o triatleta montanhista.

Responda-me:

Por que será que as regras de quase todas as Corridas de Aventura, pelo menos as mais importantes, exigem na equipe a presença de um membro do sexo oposto ao dos outros componentes?


home desafios biografia reportagens palestras assessoria esportiva livros softwares artigos papéis de parede contato