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REPORTAGENS

Carlos Sposito: o homem do deserto
por Luciana de Oliveira 15/10/99 - 18h05


Largada da Marathon des Sables
Foto: Arquivo pessoal


Tenda brasileira e venezuelana
Foto: Arquivo pessoal


Tortura: o chão de pedrinhas
Foto: Arquivo pessoal


Primeiros estágios foram curtos
Foto: Arquivo pessoal


Sposito não resiste e acelera durante a prova
Foto: Arquivo pessoal


Companhia no deserto
Foto: Arquivo pessoal


Pausa para descontração
Foto: Arquivo pessoal

"Quando me inscrevi na Marathon des Sables e aceitei o desafio que eu mesmo estava me impondo, minha criatividade não conseguia sequer chegar perto de imaginar as experiências que eu viria a passar por conta disto. Uma corrida de 225 km em 6 etapas, uma delas com 74 km, com todo o equipamento e comida nas costas, não se faz a toda hora.

Num período de sete meses minha vida resumiu-se a treinar, trabalhar e dormir", lembra. A preparação de Sposito para o Saara reuniu quatro outros profissionais: os preparadores físicos Lauter Nogueira e Luciana Toscano, a fisioterapeuta Fernanda da Matta e a nutricionista Roberta Ogata. "Quando finalmente chegou o dia do embarque para o Marrocos, meu físico estava perfeito."

Primeiro estágio (4/4/99)
distância: 30km
tempo de corrida: 4h06min03s


"A largada foi dada às 10h30 da manhã. Com o coração disparado e as mãos suando de tensão comecei a correr com 10,5 kg de carga além de 1,5 kg de água nas costas. Nos primeiros quilômetros, isto não parecia com um problema. Apenas nos primeiros. Quando dei por mim que não seria possível chegar ao último dia desta maneira, comecei a me assustar com a possibilidade de não haver nada que pudesse ser jogada fora para me aliviar desta tortura.

O terreno era muito difícil, com terra batida totalmente irregular com pedrinhas encravadas por toda a parte, incomodando e machucando a cada passo. Além disso, este estágio continha longos trechos de areia fofa e dunas."

Preparadores avisaram Sposito para se poupar: "É claro que obedeci... até o km 20. Quando iniciaram-se as dunas e todos a minha volta passaram a caminhar, eu não resisti ao desejo de acelerar. O resultado desta pequena desobediência foi um excesso de acidez no estômago."

Segundo estágio (5/4/99)
Distância: 32,5 km
tempo: 4h32min 49


"Acabei tendo insônia à noite e na manhã seguinte estava um caco. A musculatura das costas doía muito pelo impacto da mochila. Achei bom usar meus conhecimentos de concentração e tentar mentalizar um raro prazer com esta 'leve' mochila. Durante a corrida de ontem, eu consegui manter a calma e não parei para jogar fora metade das coisas que estava levando", lembro.

"O segundo estágio foi marcado pelo terreno muito parecido com o da véspera acrescido de algumas montanhas, muitos trechos divididos entre corridas e caminhadas, que tiravam o ritmo de qualquer mortal.
Eu cheguei ao terceiro acampamento entrando direto na fila da água e, em seguida, na fila da caixa de água. Normalmente, para economizar volume e diminuir peso na mochila, costuma-se não levar isolante térmico para uso debaixo do saco de dormir. Ele é muito bem substituído por uma caixa de papelão aberta."

Terceiro estágio (6/4/99)
distância: 37km
tempo: 4h32min49


Ao levantar para o terceiro estágio e olhar de mau jeito para as doces granolas decidi jogá-las fora e dividir a comida salgada do almoço e jantar por três. A partir deste dia comeria somente salgado, inclusive de manhã. Este desjejum desceu muito bem. Deu até disposição para jogar mais objetos fora e diminuir o peso da mochila.

Desta vez o já tradicional piso de terra batida com pedrinhas espalhadas era intercalado por muitas dunas e alguns trechos de areia fofa. Também atravessamos um pequeno rio com água e outros rios secos. Desta vez a mochila estava com um peso mais aceitável. O calor deste dia foi maior que os outros até então.

O dia seguinte seria o tão temido e esperado quarto estágio. Teríamos que percorrer 74 km com um longo trecho à noite, incluindo alguns quilômetros de dunas de 15 metros.

Continua... »
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